
Henrique Garcia, integrante da comissão técnica da equipe brasileira,
foi conhecer o local da prova, em Jerez de La Frontera, na Espanha
![]() Henrique Garcia/Conan Colt, cavaleiro integrante da equipe brasileira no Mundial da França/2000 |
O veterinário Henrique Garcia (foto), integrante da comissão técnica da equipe
brasileira de enduro, que disputará os Jogos Eqüestres Mundiais (WEG 2002),
esteve no último dia 27 de abril na cidade espanhola de Jerez de La Frontera,
local da competição, acompanhando o tryout. A prova foi realizada na mesma trilha
onde deverá ser disputado no dia 16 de setembro, o evento oficial.
A competição teve 152 km (CEI 3*), distribuídos em 5 anéis e reuniu 134
conjuntos, com a presença de algumas das melhores equipes do mundo. A grande
ausencia, dentre as maiores equipes européias, foi a da equipe italiana. Os
participantes tiveram de enfrentar um terreno muito difícil, com topografia
acidentada no 3o e 4o anéis e relativamente plano nos
demais. A temperatura esteve por volta de 36 a 37 graus Celsius na véspera da
prova. No dia da prova pela manhã a 18 graus e por volta de 12 hs. a
temperatura esteva na casa dos 33 graus. A previsão para setembro é de estar
mais seco e com uma temperatura média entre 30 e 35 graus.
O cavaleiro Antonio dos Santos, um dos seis integrantes selecionados
para a equipe brasileira que representará o Brasil no mundial, foi o único
brasileiro que participou da prova e foi desclassificado por volta do km 130,
por manqueira do cavalo que montou, alugado na europa especificamente
para esta prova. Segundo Henrique Garcia, este foi o motivo de 80% dos mais de
cem conjuntos desclassificados, restando sómente 32 conjuntos que completaram a prova.
O clima é seco e o terreno por onde passa a trilha é em sua maioria de piso
muito duro e com muita pedra, numa região montanhosa. A área de trote, onde os
animais serão observados nos exames veterinários é boa, porém, qualquer
contusão que o cavalo possa apresentar, ficará demonstrado e o conjunto será
desclassificado da prova. A equipe francesa, atual campeã mundial, teve apenas
dois competidores completando a prova em 6o. e 11o. lugares, que
foram respectivamente Maya Kylla Perringerard/ Djellab e Cecile
Miletto/Florik, as atuais campeã e vice-campeãs mundias. Já os sete conjuntos
portugueses foram eliminados.
O vencedor da prova foi Sh Hamdan bin Mohd Al Maktoum montando Alrika, representando os Emirados Árabes, com um tempo de trilha de 07:49:31.00 a uma média horária de 19,42 km/h. Este conjunto foi o vencedor no ano
passado do mundial de Young Riders, realizado em setembro na Espanha, numa
prova de 120 km. O último competidor a completar o percurso em 32o.
lugar foi o espanhol Juan Luis Garcia Duro, montando
Bribon, com o tempo de trilha de 11:31:32.00 a uma média horária de 13.19 km/h. Aliás, a organização da prova mudou a média mínima
para 13,00 km/h, o que torna a competição ainda mais difícil.
A organização da prova cometeu pequenas falhas, tais como o atraso na
véspera para o início da inspeção veterinária e para o briefing, que começou 3
horas depois do previsto. Vários pontos foram discutidos na reunião após a
prova, na qual Garcia esteve presente, e as devidas correções deverão ser
tomadas, inclusive com provavél alteração na trilha, que deverá ser de 160 km
no dia do evento, para cumprir a exigencia regulamentar de uma prova CEI 4*.
Henrique Garcia, que também coordena o Centro de Treinamento Marechal,
aproveitou para montar toda logística da equipe brasileira, avaliar o
alojamento dos animais e manter contato com os veterinários oficiais dos Jogos
Eqüestres Mundiais. Ele obteve todos os detalhes do regulamento e o que será
observado nas avaliações dos animais durante a disputa. O local onde a equipe
brasileira ficará concentrada ainda não está definido, mas Garcia irá optar nos
próximos dias entre Jerez e outro local analisado ao sul de Lisboa. Os cavalos
da equipe brasileira deverão viajar para a Europa cerca de 30 dias antes da
competição.
Até o final desta semana inicia a fase de observação dos seis cavalos
selecionados para a equipe brasileira. A idéia, segundo Garcia, é manter uma
avaliação periódica destes animais e organizar 1 ou 2 treinos com a equipe, até
a data da viagem.
Para Garcia é muito importante que a equipe brasileira faça uma boa
preparação, com planejamento, pois a trilha será difícil e, além disso, os
adversários estão se preparando intensivamente. Essa prova realizada sábado,
contou com a participação de muitos competidores que estarão nos Jogos
Eqüestres Mundiais, onde estão previstos a presença de 140 a 180 conjuntos,
representando a elite do enduro equestre mundial.