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Regulamentos





1996

I COPA SÃO PAULO DE ENDURO EQÜESTRE

PROVA DE VELOCIDADE LIVRE


CAPÍTULO I - CARACTERÍSTICA, DISTÂNCIAS, PERCURSO E TEMPO IDEAL

Artigo 1º - Definição
Artigo 2º - Distâncias
Artigo 3º - Percurso
Artigo 4º - Marcas do Percurso
Artigo 5º - Obstáculos Naturais de Percurso
Artigo 6º - Alternativa de Percurso
Artigo 7º - Acesso de Percurso
Artigo 8º - Modificações no Percurso
Artigo 9º - Método de Largada
Artigo 10º - Tempo Ideal e Tempo Máximo
Artigo 11º - Cédula do Competidor

CAPÍTULO II - INSCRIÇÕES, PARTICIPAÇÕES, QUALIFICAÇÕES, CATEGORIAS, CLASSIFICAÇÃO, RANKING, PRELEÇÃO, ORDEM DE LARGADA E PREMIAÇÃO

Artigo 12º - Inscrições
Artigo 13º - Responsabilidades
Artigo 14º - Qualificação
Artigo 15º - Categorias
Artigo 16º - Classificação
Artigo 17º - Preleção e Ordem de Largada
Artigo 18º - Premiações

CAPÍTULO III - JÚRI E RECURSOS

Artigo 19º - Júri
Artigo 20º - Autoridade do Júri
Artigo 21º - Recursos

CAPÍTULO IV - PENALIDADES

Artigo 22º - Itens desclassificatórios
Artigo 23º - Penalizações Especiais
Artigo 24º - PC's de Roteiro
Artigo 25º - PC's de Tempo

CAPÍTULO V - CONTROLE VETERINÁRIO, PROCEDIMENTOS E BEST CONDITION

Artigo 26º - Equipe Veterinária
Artigo 27º - Controle Veterinário na Largada
Artigo 28º - Controle Veterinário Durante o Percurso
Artigo 29º - Controle Veterinário Intermediário
Artigo 30º - Controle Veterinário na Chegada
Artigo 31º - Procedimentos
Artigo 32º - Best Condition
Artigo 33º - Critérios de Desclassificação Veterinária
Artigo 34º - Anemia Infecciosa Equina

CAPÍTULO VI - DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 35º - Casos Especiais
Artigo 36º - Apoio
Artigo 37º - Eliminação
Artigo 38º - Cavalo
Artigo 39º - Pesagem
Artigo 40º - Dopping
Artigo 41º - Vestimentas e Arreios
Artigo 42º - Capacete

CAPÍTULO VII - CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO

Artigo 43º - Pontuação


JÚRI




REGULAMENTO GERAL


CAPÍTULO I - CARACTERÍSTICAS, DISTÂNCIAS, PERCURSO E TEMPO IDEAL

Artigo 1º - Definição:

São provas de resistência, desenvolvidas em distâncias variáveis e velocidade livre, realizadas em estradas, caminhos, picadas e quaisquer terrenos, com passagens naturais em matas, rios, montanhas, etc... .

Este enduro é uma competição que visa testar a velocidade e a resistência do animal.

Artigo 2º - Distâncias:

As provas de velocidade livre são desenvolvidas em distâncias variáveis de 50 a 160 km.

Durante o percurso, serão determinados pela organização paradas obrigatórias para exames veterinários (vet-checks) no máximo à cada 20 km em provas cuja distância seja inferior a 180 km. Nas provas de distância superior os primeiros vet-checks poderão ter até 40 km de distância entre eles.

Artigo 3º - Percurso:

Os percursos poderão variar de 40 a 160 km e deverão ser sinalizados de modo a não deixar dúvidas quanto ao seu trajeto. Estas marcas podem ser feitas através de bandeiras, indicações, tinta, etc... .

Em princípio o percurso não deve ter mais do que 10% de estrada de asfalto. A chegada final deve ser longa e larga para que diversos cavalos possam chegar correndo, lado a lado, sem que um interfira com outro.

Artigo 4º - Marcas do Percurso:

Deverão ser usadas bandeiras brancas ou vermelhas, ou indicações, para marcar a largada, chegada, algum obstáculo natural que mereça um maior cuidado e as diversas paradas para exame veterinário.

O competidor deve completar o percurso determinado pelas sinalizações e algum erro de percurso que ele venha a cometer deve ser corrigido à partir do ponto onde iniciou-se o erro, sem compensação pelo tempo perdido, sendo sua responsabilidade permanecer na trilha correta.

Artigo 5º - Obstáculos Naturais de Percurso:

Poderão ocorrer durante o percurso obstáculos naturais como: tronco, atoleiros, passagens em rios, barrancos e etc... .

Obstáculos montados não podem ocorrer em prova de velocidade livre.

Os obstáculos naturais devem ser deixados sempre que possível no seu estado natural, a não ser que ele ofereça grande perigo.

Artigo 6º - Alternativa de Percurso:

Caso um competidor não consiga ultrapassar um obstáculo natural, ele não será eliminado. O competidor deverá achar uma alternativa de percurso que não exceda (quando possível) mais de 500 metros.

Artigo 7º - Acesso do Percurso:

O percurso deve estar pronto um dia antes, devidamente sinalizado para que o competidor possa conhecê-lo antes da prova.

Caso um competidor altere uma sinalização, será desclassificado.

Artigo 8º - Modificações no Percurso:

Depois que o percurso for estabelecido, nenhuma alteração poderá ser feita, exceto se ocorrer alguma circunstância excepicional (como chuva pesada, queda de barranco, dia muito quente, etc...). Caso isto venha a ocorrer, o competidor e seu chefe de equipe deverão ser informados oficialmente antes do início da prova.

Artigo 9º - Método de Largada:

A largada deverá ser marcada por bandeiras vermelhas e brancas.

Os cavaleiros não devem ultrapassar a linha de largada antes do sinal de largada.

Caso um competidor parta antes do sinal de largada, ele deverá retornar à linha de largada sob pena de eliminação. A largada poderá ser em conjunto, em grupos ou individual.

Artigo 10º - Tempo Ideal e Tempo Máximo:

Em todas as provas de enduro a organização deve fixar um tempo limite de prova. O tempo limite não deve exceder o dobro do tempo ideal. O tempo ideal também é fixado pela organização, que deverá levar em conta a topografia e o grau de dificuldade da trilha.

O tempo ideal serve somente para fixar o tempo máximo de prova e número como fator significante para a classificação dos competidores.

Artigo 11º - Cédula do Competidor:

A organização deverá emitir uma cédula para cada competidor segundo o modelo da FEI.

Deverão ser também incluídas as seguintes informações:

- Categoria do competidor;

- Distância;

- Tempo ideal e máximo;

- Peso do cavaleiro.

CAPÍTULO II - INSCRIÇÕES, PARTICIPAÇÕES, QUALIFICAÇÕES, CATEGORIAS, CLASSIFICAÇÃO, RANKING, PRELEÇÃO, ORDEM DE LARGADA E PREMIAÇÕES

Artigo 12º - Inscrições:

As condições para inscrição serão fixadas pelos organizadores.

Artigo 13º - Responsabilidades:

A simples inscrição para a prova já é uma declaração do concorrente e seus responsáveis legais de que assumem todos os riscos da mesma, consigo, com outrem, com seus animais e equipamentos, isentando os organizadores o patrocinadores de quaisquer acidentes, antes, durante ou depois da prova, de qualquer tipo ou natureza.

Artigo 14º - Qualificação:

Para participar de uma prova de velocidade livre de até 80 km de distância os cavaleiros e cavalos deverão ter se qualificado em duas provas de graduados (uma na "D" e uma na "C") na modalidade regularidade; ou em cinco provas de Novato (individual) e/ou Graduados (individual) ou Master (individual), na modalidade Trail, sendo ao menos uma, superior a 50 km de distância; ou ter completado duas provas de CCE na categoria Principal e 18 anos completos. Casos especiais poderão ser avaliados pela C.B.H..

Para participar em uma prova superior o conjunto deverá se qualificar em duas provas de velocidade livre de até 80 km.

Obs.: Para esta qualificação valerão as provas oficializadas pela C.B.H. entre 1991 e 1995 para cavaleiros e entre 1993 e 1995 para cavalos.

01. Juniores com 14 anos completos, devidamente autorizados por seus pais ou responsáveis legais e também pelo júri da organização poderão participar de todas as provas de velocidade livre, desde que cumpram o exigido neste artigo.

02. O animal deve ter, no mínimo, 60 meses (5 anos) completos para provas de até 80 km e 72 meses (6 anos) completos para provas acima de 80 km.

Artigo 15º - Categorias:

Serão adotadas duas categorias, uma para Curta Distância e outra para Longa Distância, com peso mínimo de 75 kgs. Este peso é do cavaleiro mais o seu arreamento. Exeto cabeçada. Caso este peso não seja atingido o arreamento deve ser provido de lastro.

O controle de peso deverá ser feito no início, durante e no final do percurso.

Artigo 16º - Classificação:

01. Individual - Vencerá o cavaleiro que fizer o percurso no menor tempo, com o mínimo de penalizações e tiver o seu cavalo aprovado em todos os controles veterinários. Em caso de empate, será levado em consideração o número de penalizações do cavaleiro e se ainda persistir o empate, vencerá aquele que tiver o maior número de melhores posições entre as diversas fases da competição.

02. Equipe - A critério dos organizadores, poderá haver competições por equipe, caso esta modalidade venha a ocorrer deverá seguir as determinações do regulamento da FEI.

Artigo 17º - Preleção e Ordem de Largada:

A organização deverá escolher um local e data (antes da prova) para informar os participantes sobre todos os detalhes da prova e também determinar a ordem de largada e entrega de jalecos.

A ordem de largada poderá variar de acordo com a organização e será processada também de acordo com os mesmos.

No jaleco deverá constar o número do participante, qualquer referência aos patrocinadores e à organização.

Artigo 18º - Premiações:

Serão estabelecidas pelos organizadores da prova.

CAPÍTULO III - JÚRI E RECURSOS

Artigo 19º - Júri:

O júri será escolhido previamente e dele farão parte pessoas idôneas e conhecedoras do esporte e seu regulamento. Este júri supervisionará toda a prova. Será constituído de:

- Um presidente que será outoridade máxima da prova;

- Um comissário geral responsável pelos comissários da prova;

- Um veterinário chefe responsável pela equipe veterinária;

Artigo 20º - Autoridade do Júri:

Todo concorrente ao se inscrever para a prova, declara compulsoriamente conhecer o regulamento e a ele submeter-se reconhecendo integralmente a autoridade única do júri, a ele dirigindo-se com dignidade e respeito, e declara aceitar a impossibilidade de recorrer a outro júri, esportivo, civil ou criminal, por mais privilegiado que seja.

A empresa organizadora da prova é obrigada a formar uma comissão especial de 3 pessoas que auxiliarão o júri.

A escolha da comissão fica a critério da organização e poderá variar a cada prova.

Artigo 21º - Recursos:

Das decisões do júri, cabe recurso por escrito e acompanhado do pagamento de duas vezes o valor da inscrição em nome da C.B.H., até meia hora após a divulgação das listagens dos resultados, dirigido ao próprio júri. Desta decisão cabe recurso ao júri de apelação composto por 3 pessoas de notórios conhecimentos hípicos.

CAPÍTULO IV - PENALIDADES

Artigo 22º - Itens desclassificatórios:

A critério do júri, um concorrente pode ser desclassificado se:

01. Alterar qualquer marca de sinalização ;

02. Por crueldade;

03. Falta de domínio. Apresentar visivelmente dificuldade em dominar seu cavalo, colocando em risco a segurança de todos;

04. Não apresentar-se para a largada após 05 minutos do horário de largada;

05. Obstruir propositalmente a passagem de outro concorrente;

06. Partir do sinal de largada e não atender à solicitação da organização para a repetição da largada;

07. Desacatar de viva voz as decisões dos membros do júri;

08. Impedir o exame veterinário;

09. Não comparecer aos exames veterinário dentro do tempo;

10. Não usar o jaleco numerado ou alterar o seu lay out;

11. Informações erradas na ficha de inscrição;

12. Usar apoio móvel (ex: moto) no decorrer do percurso;

13. Substituição de cavalos;

14. Atalho na trilha oficial;

15. Constatação de uso de dopping nos cavalos;

16. Uso de duchas ou mangueiras;

17. Ultrapassar o tempo máximo estipulado para prova;

18. Perder a cédula do competidor;

19. Falta de capacete;

20. O cavaleiro que tiver seu cavalo reprovado no exame veterinário;

21. O cavaleiro que estiver com menos de 75 kg (incluindo seus equipamentos).

Artigo 23º - Penalizações Especiais:

Os cavaleiros serão penalizados em tempo se:

01. Tumultuar o trabalho dos PC's;

02. O cavaleiro poderá ser penalizado de acordo com a decisão do júri por comportamento indevido seu ou de sua equipe;

03. O cavaleiro que entrar no vet-check e apresentar seu cavalo com batimento superior a 64 bpm será penalizado e só poderá apresentar o animal após 15 minutos dentro do prazo de 30 minutos da chegada ao controle. No caso de exceder os 30 minutos o cavaleiro será desclassificado;

04. Se o cavaleiro for acompanhado durante a trilha por alguém de sua equipe;

05. Se usar qualquer sistema de comunicação (eletrônica) entre o competidor e seu time ou equipe;

06. Se usar chicote ou esporas com crueldade.

Obs.: Não haverá penalidade se o participante puxar seu cavalo a pé.

Artigo 24º - PC's de Roteiro:

Durante o percurso serão colocados os PC's de roteiro que controlarão os erros de percurso.

Artigo 25º - PC's de Tempo:

Serão colocados na largada, nos vet-cheks e na chegada, postos de controle de tempo que controlarão o horário de chegada e saída dos competidores.

Na chegada final o tempo do cavaleiro cessará quando ele atravessar a faixa de chegada e não quando o batimento cardíaco de seu cavalo baixar, entretanto ele será eliminado caso não seja aprovado no controle veterinário da chegada.

CAPÍTULO V - CONTROLE VETERINÁRIO, PROCEDIMENTOS E BEST CONDITION

Artigo 26º - Equipe Veterinária:

Haverá uma equipe veterinária chefiada por um veterinário chefe que avaliará os cavalos durante a prova. Nos pré-vets se realizarão, segundo o anexo III do regulamento de enduro da FEI.

O veterinário chefe determinará um veterinário fiscal e orientador de pré-vet que administrará e anotará todo e qualquer utilização de artificios que, a seu critério, deva ser informado ao veterinário chefe.

Artigo 27º - Controle Veterinário na Largada:

Os animais deverão ser apresentados antes da prova, no tempo que for estabelecido pela organização a um controle veterinário rígido. Eventuais problemas, lesões ou pisaduras deverão ser mostradas aos veterinários nesse exame.

Artigo 28º - Controle Veterinário Durante o Percurso:

Nos vet- checks, estipulados pela organização, o cavalo deverá ser apresentado ao corpo veterinário quando o seu batimento cardíaco estiver abaixo de 64 bpm, desde que não ultrapasse o limite máximo de 30 minutos após a sua chegada, sendo esta, responsabilidade integral do concorrente.

O seu tempo de prova será suspenso quando o concorrente solicitar a inspeção veterinária.

O tempo de descanso após o pedido de exame do cavaleiro será determinado pela organização de acordo com as características da trilha.Caso o cavalo não seja aprovado no vet-check, seu tempo voltará a correr à partir do pedido de exame.

Obs.: Os cavalos so poderão entrar nos vet-checks acompanhados de uma única pessoa, identificada pelo jaleco. Os cavalos não poderão estar encilhados, nem com qualquer outro equipamento ( Ex: manta, esponja, toalhas, etc...), ou seja, os animais devem ser apresentados apenas cabresteados.

Artigo 29º - Controle Veterinário Intermediário:

Poderão ocorrer durante o percurso, exames veterinários para qualquer cavalo que o veterinário julgar necessário, podendo a qualquer momento desclassificar um cavalo.

Artigo 30º - Controle Veterinário na Chegada:

O conjunto deverá apresentar-se até 30 minutos após sua chegada à equipe veterinária para a avaliação das condições do seu animal.

Somente os cavalos aprovados neste exame poderão ser premiados.

Artigo 31º - Procedimentos:

Nos vet-checks deverá haver a concordância de, pelo menos, dois veterinários para a desclassificação, ficando a cargo do veterinário chefe a decisão nos casos de dúvida.

Artigo 32º - Best Condition:

É o prêmio para o cavalo melhor condicionado de toda a prova. Para avaliar isto, existe uma fórmula onde se leva em consideração o tempo de corrida, o peso total carregado durante o percurso e o condicionamento do animal que é determinado pelo vet-score.

Somente os 10 primeiros cavalos colocados concorrerão ao Best Condition.

O veterinário não é obrigado a dar este prêmio se ele achar que não existe nenhum cavalo em bom estado que o faça merecer. Peso/tempo/vet-score é uma fórmula de três que equilibra estes três fatores, mais a maior ênfase é dada para a parte veterinária.

Existe um total de 800 pontos disponíveis. Para alcançá-los, é necessário que o cavalo que chegar em primeiro lugar esteja carregando o cavaleiro mais pesado e tenha recebido um perfeito vet-score 100 pontos para categoria peso, ou seja, um cavalo carregando o maior peso, automaticamente ganha 100 pontos, todos os outros devem reduzir ½ ponto para cada 1kg a menos do cavaleiro mais pesado. Por exemplo, se o cavaleiro mas pesado tiver 120 kgs, o seu cavalo ganha 100 pontos, se o próximo competidor pesar 90 kgs, seu cavalo ganhará 85 pontos (porque 120 - 90 = 30; 30 : 2 = 15; 100 - 15 = 85).

Existem 200 pontos para a categoria tempo. O cavalo que fizer o menor tempo ganhará 200 pontos, todos os outros deverão reduzir um ponto para cada minuto atrás do primeiro colocado. Por exemplo, se o campeão da prova fez o percurso em quatro horas, ele ganhará 200 pontos. Se o segundo colocado terminar o percurso em quatro horas e trinta minutos ele ganhará 170 pontos (porque 200 - 30 = 70).

Os restantes 500 pontos vão para o vet-score. A fórmula para o vet-score é dividida em dois tipos de avaliação: Standing Avaliation e Moving Avaliation (cavalo parado e cavalo em movimento).

O cavalo parado é subdividido em:

1) Recuperação 1 a 10 pontos

2) Hidratação 1 a 10 pontos

3) Lesões com dor / desconforto 1 a 10 pontos

O cavalo em movimento é subdividido em:

4) Caimbras 1 a 10 pontos

5) Qualidade do movimento 1 a 10 pontos

Cada um destes scores será multiplicado por dez, existindo então um máximo de 100 pontos em cada subdivisão.

Os totais das duas divisões serão somados ao peso e à velocidade para podermos chegar ao grande total final.

Artigo 33º - Critérios de desclassificação veterinária:

Os fatores determinantes de desclassificação, serão:

01. Frequência cardíaca acima de 64 bpm e não descendo a este nível até 30 minutos após cessar o esforço;

02. Manqueira visível;

03. Desordem no ritmo cardíaco e ou ruído cardíaco;

04. Alterações respiratórias;

05. Constatação de dopping;

06. Cortes profundos;

07. Cólica;

08. Contratura muscular localizada (caimbras);

09. Fadiga excessiva;

10. Hipertemia excessiva;

11. Miopatias;

12. Desidratação.

Artigo 34º - Anemia Infecciosa Equina:

Será obrigatória a apresentação do atestado de AIE (Anemia Infecciosa Equina), no controle veterinário da largada.

CAPÍTULO VI - DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 35º - Casos Especiais:

Em caso de acidente ou doença que impeça o cavaleiro ou cavalo de participarem da prova, a organização deverá ser informada uma hora antes do seu início. É obrigatória a apresentação de um atestado do veterinário ou do médico para que seja dada a permissão de se substituir o cavaleiro ou cavalo.

Artigo 36º - Apoio:

Somente os cavaleiros identificados pelo jaleco poderão ajudar-se mutuamente no decorrer da prova. Organizadores da prova também poderão ajudar.

Nos pré-vets e em pontos préviamente determinados pela organização, os cavaleiros e cavalos poderão contar com o apoio de suas equipes. Caso um cavaleiro encontre problemas em terminar a prova a ponto de desistir, sua equipe de apoio poderá ser requisitada para a retirada do animal.

Artigo 37º - Eliminação:

Se o cavalo for eliminado, ele deverá deixar a trilha da prova. Caso isto não seja possível, ele deverá manter-se à direita e seguir bem devegar.

Artigo 38º - Cavalo:

Os cavalos coiceiros deverão ter uma fita vermelha no rabo e os garanhões uma fita amarela.

Artigo 39º - Pesagem:

Os cavaleiros deverão apresentar-se para a pesagem devidamente trajados juntamente com seus arreios. Caso seu peso seja inferior a 75 kg, o cavaleiro deverá usar pesos até atingir o peso mínimo (75 kg), devendo realizar a prova com estes pesos.

Poderão ser realizadas pesagens na largada, vet-checks e chegada. O cavaleiro que em qualquer uma das pesagens não estiver, no mínimo com 75 kg (incluindo equipamentos), será automaticamente desclassificado.

Artigo 40º - Dopping:

Seguindo as normas de avaliação da C.B.H / F.E.I. para Enduro Equestre, fica estabelecido que:

- Fica proibido todo e qualquer medicação ou uso de drogas ou outras substâncias por via parenteral (IM, EV e SC) tópica e oral para todos os cavalos que participarem das provas de velocidade livre (Curta ou Longa Distância), após a inspeção veterinária no dia que antecede a prova.

- É liberado, a administração de eletrólitos por via oral, sem o uso de sonda naso - gástrica. Caso ocorra a medicação, o animal será sumariamente desclassificado, não cabendo qualquer tipo de recurso.

Haverá exame anti-dopping para os primeiros colocados. No caso de resultado positivo os responsáveis estarão sujeitos às penalizações previstas no regulamento da C.B.H..

Artigo 41º - Vestimentas e arreios:

Não haverá arreamento e vestimenta padrão, cada cavalo e cavaleiro poderão fazê-lo segundo suas características próprias.

Artigo 42º - O uso de capacete é obrigatório para todas as categorias.

CAPÍTULO VII - CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO

Artigo 43º - Pontuação:

Será adotado a seguinte equação para determinar a pontuação por etapa:

Pontos por etapa = (distância da prova / 5) + (pontos da posição)

Pontos da posição:

1º lugar- 26 pontos 6º lugar- 15 pontos 11º lugar- 10 pontos 16º lugar- 05 pontos

2º lugar- 23 pontos 7º lugar- 14 pontos 12º lugar- 09 pontos 17º lugar- 04 pontos

3º lugar- 21 pontos 8º lugar- 13 pontos 13º lugar- 08 pontos 18º lugar- 03 pontos

4º lugar- 19 pontos 9º lugar- 12 pontos 14º lugar- 07 pontos 19º lugar- 02 pontos

5º lugar- 17 pontos 10º lugar- 11 pontos 15º lugar- 06 pontos 20º lugar- 01 pontos

Por exemplo: O conjunto (cavalo/cavaleiro) classificou-se em 3º lugar em prova de 50 km. Sua pontuação nesta etapa será de: (50/5) + 21 = 31 pontos.

Obs.: Para classificação geral do Campeonato serão considerados os resultados obtidos pelo mesmo conjunto (cavalo/cavaleiro). Em caso de troca de cavalo ou cavaleiro, será considerado como novo conjunto.




JÚRI

Presidente
Luiz Henrique Didier

Comissário Geral
Anna Carolina Didier

Veterinário Chefe
Paulo Eduardo Lang Fasano

Parte Técnica
Décio Fantozzi
Alexandre Leco Razuck

JÚRI DE APELAÇÃO
Nelson Salles de Oliveira
Roberto Della Manna

COMISSÃO
Alexandre Quintas de Campos
Carlos Roberto de Mello
Paulo Marcelo Toscani



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