I COPA SÃO PAULO DE ENDURO EQÜESTRE
PROVA DE VELOCIDADE LIVRE
CAPÍTULO I - CARACTERÍSTICA, DISTÂNCIAS, PERCURSO E TEMPO IDEAL
Artigo 1º - Definição
Artigo 2º - Distâncias
Artigo 3º - Percurso
Artigo 4º - Marcas do Percurso
Artigo 5º - Obstáculos Naturais de Percurso
Artigo 6º - Alternativa de Percurso
Artigo 7º - Acesso de Percurso
Artigo 8º - Modificações no Percurso
Artigo 9º - Método de Largada
Artigo 10º - Tempo Ideal e Tempo Máximo
Artigo 11º - Cédula do Competidor
CAPÍTULO II - INSCRIÇÕES, PARTICIPAÇÕES, QUALIFICAÇÕES, CATEGORIAS, CLASSIFICAÇÃO, RANKING, PRELEÇÃO, ORDEM DE LARGADA E PREMIAÇÃO
Artigo 12º - Inscrições
Artigo 13º - Responsabilidades
Artigo 14º - Qualificação
Artigo 15º - Categorias
Artigo 16º - Classificação
Artigo 17º - Preleção e Ordem de Largada
Artigo 18º - Premiações
CAPÍTULO III - JÚRI E RECURSOS
Artigo 19º - Júri
Artigo 20º - Autoridade do Júri
Artigo 21º - Recursos
CAPÍTULO IV - PENALIDADES
Artigo 22º - Itens desclassificatórios
Artigo 23º - Penalizações Especiais
Artigo 24º - PC's de Roteiro
Artigo 25º - PC's de Tempo
CAPÍTULO V - CONTROLE VETERINÁRIO, PROCEDIMENTOS E BEST CONDITION
Artigo 26º - Equipe Veterinária
Artigo 27º - Controle Veterinário na Largada
Artigo 28º - Controle Veterinário Durante o Percurso
Artigo 29º - Controle Veterinário Intermediário
Artigo 30º - Controle Veterinário na Chegada
Artigo 31º - Procedimentos
Artigo 32º - Best Condition
Artigo 33º - Critérios de Desclassificação
Veterinária
Artigo 34º - Anemia Infecciosa Equina
CAPÍTULO VI - DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 35º - Casos Especiais
Artigo 36º - Apoio
Artigo 37º - Eliminação
Artigo 38º - Cavalo
Artigo 39º - Pesagem
Artigo 40º - Dopping
Artigo 41º - Vestimentas e Arreios
Artigo 42º - Capacete
CAPÍTULO VII - CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
Artigo 43º - Pontuação
CAPÍTULO I - CARACTERÍSTICAS, DISTÂNCIAS, PERCURSO E TEMPO IDEAL
Artigo 1º - Definição:
São provas de resistência, desenvolvidas em distâncias
variáveis e velocidade livre, realizadas em estradas, caminhos,
picadas e quaisquer terrenos, com passagens naturais em matas,
rios, montanhas, etc... .
Este enduro é uma competição que visa testar
a velocidade e a resistência do animal.
Artigo 2º - Distâncias:
As provas de velocidade livre são desenvolvidas em distâncias
variáveis de 50 a 160 km.
Durante o percurso, serão determinados pela organização
paradas obrigatórias para exames veterinários (vet-checks)
no máximo à cada 20 km em provas cuja distância
seja inferior a 180 km. Nas provas de distância superior
os primeiros vet-checks poderão ter até 40 km de
distância entre eles.
Artigo 3º - Percurso:
Os percursos poderão variar de 40 a 160 km e deverão
ser sinalizados de modo a não deixar dúvidas quanto
ao seu trajeto. Estas marcas podem ser feitas através de
bandeiras, indicações, tinta, etc... .
Em princípio o percurso não deve ter mais do que
10% de estrada de asfalto. A chegada final deve ser longa e larga
para que diversos cavalos possam chegar correndo, lado a lado,
sem que um interfira com outro.
Artigo 4º - Marcas do Percurso:
Deverão ser usadas bandeiras brancas ou vermelhas, ou
indicações, para marcar a largada, chegada, algum
obstáculo natural que mereça um maior cuidado e
as diversas paradas para exame veterinário.
O competidor deve completar o percurso determinado pelas sinalizações
e algum erro de percurso que ele venha a cometer deve ser corrigido
à partir do ponto onde iniciou-se o erro, sem compensação
pelo tempo perdido, sendo sua responsabilidade permanecer na trilha
correta.
Artigo 5º - Obstáculos Naturais de Percurso:
Poderão ocorrer durante o percurso obstáculos naturais
como: tronco, atoleiros, passagens em rios, barrancos e etc...
.
Obstáculos montados não podem ocorrer em prova
de velocidade livre.
Os obstáculos naturais devem ser deixados sempre que possível
no seu estado natural, a não ser que ele ofereça
grande perigo.
Artigo 6º - Alternativa de Percurso:
Caso um competidor não consiga ultrapassar um obstáculo
natural, ele não será eliminado. O competidor deverá
achar uma alternativa de percurso que não exceda (quando
possível) mais de 500 metros.
Artigo 7º - Acesso do Percurso:
O percurso deve estar pronto um dia antes, devidamente sinalizado
para que o competidor possa conhecê-lo antes da prova.
Caso um competidor altere uma sinalização, será
desclassificado.
Artigo 8º - Modificações no Percurso:
Depois que o percurso for estabelecido, nenhuma alteração
poderá ser feita, exceto se ocorrer alguma circunstância
excepicional (como chuva pesada, queda de barranco, dia muito
quente, etc...). Caso isto venha a ocorrer, o competidor e seu
chefe de equipe deverão ser informados oficialmente antes
do início da prova.
Artigo 9º - Método de Largada:
A largada deverá ser marcada por bandeiras vermelhas e
brancas.
Os cavaleiros não devem ultrapassar a linha de largada
antes do sinal de largada.
Caso um competidor parta antes do sinal de largada, ele deverá
retornar à linha de largada sob pena de eliminação.
A largada poderá ser em conjunto, em grupos ou individual.
Artigo 10º - Tempo Ideal e Tempo Máximo:
Em todas as provas de enduro a organização deve
fixar um tempo limite de prova. O tempo limite não deve
exceder o dobro do tempo ideal. O tempo ideal também é
fixado pela organização, que deverá levar
em conta a topografia e o grau de dificuldade da trilha.
O tempo ideal serve somente para fixar o tempo máximo
de prova e número como fator significante para a classificação
dos competidores.
Artigo 11º - Cédula do Competidor:
A organização deverá emitir uma cédula
para cada competidor segundo o modelo da FEI.
Deverão ser também incluídas as seguintes
informações:
- Categoria do competidor;
- Distância;
- Tempo ideal e máximo;
- Peso do cavaleiro.
CAPÍTULO II - INSCRIÇÕES, PARTICIPAÇÕES,
QUALIFICAÇÕES, CATEGORIAS, CLASSIFICAÇÃO,
RANKING, PRELEÇÃO, ORDEM DE LARGADA E PREMIAÇÕES
Artigo 12º - Inscrições:
As condições para inscrição serão
fixadas pelos organizadores.
Artigo 13º - Responsabilidades:
A simples inscrição para a prova já é
uma declaração do concorrente e seus responsáveis
legais de que assumem todos os riscos da mesma, consigo, com outrem,
com seus animais e equipamentos, isentando os organizadores o
patrocinadores de quaisquer acidentes, antes, durante ou depois
da prova, de qualquer tipo ou natureza.
Artigo 14º - Qualificação:
Para participar de uma prova de velocidade livre de até
80 km de distância os cavaleiros e cavalos deverão
ter se qualificado em duas provas de graduados (uma na "D"
e uma na "C") na modalidade regularidade; ou em cinco
provas de Novato (individual) e/ou Graduados (individual) ou Master
(individual), na modalidade Trail, sendo ao menos uma, superior
a 50 km de distância; ou ter completado duas provas de CCE
na categoria Principal e 18 anos completos. Casos especiais poderão
ser avaliados pela C.B.H..
Para participar em uma prova superior o conjunto deverá
se qualificar em duas provas de velocidade livre de até
80 km.
Obs.: Para esta qualificação valerão as
provas oficializadas pela C.B.H. entre 1991 e 1995 para cavaleiros
e entre 1993 e 1995 para cavalos.
01. Juniores com 14 anos completos, devidamente autorizados por
seus pais ou responsáveis legais e também pelo júri
da organização poderão participar de todas
as provas de velocidade livre, desde que cumpram o exigido neste
artigo.
02. O animal deve ter, no mínimo, 60 meses (5 anos) completos
para provas de até 80 km e 72 meses (6 anos) completos
para provas acima de 80 km.
Artigo 15º - Categorias:
Serão adotadas duas categorias, uma para Curta Distância
e outra para Longa Distância, com peso mínimo de
75 kgs. Este peso é do cavaleiro mais o seu arreamento.
Exeto cabeçada. Caso este peso não seja atingido
o arreamento deve ser provido de lastro.
O controle de peso deverá ser feito no início,
durante e no final do percurso.
Artigo 16º - Classificação:
01. Individual - Vencerá o cavaleiro que fizer o percurso
no menor tempo, com o mínimo de penalizações
e tiver o seu cavalo aprovado em todos os controles veterinários.
Em caso de empate, será levado em consideração
o número de penalizações do cavaleiro e se
ainda persistir o empate, vencerá aquele que tiver o maior
número de melhores posições entre as diversas
fases da competição.
02. Equipe - A critério dos organizadores, poderá
haver competições por equipe, caso esta modalidade
venha a ocorrer deverá seguir as determinações
do regulamento da FEI.
Artigo 17º - Preleção e Ordem de Largada:
A organização deverá escolher um local e
data (antes da prova) para informar os participantes sobre todos
os detalhes da prova e também determinar a ordem de largada
e entrega de jalecos.
A ordem de largada poderá variar de acordo com a organização
e será processada também de acordo com os mesmos.
No jaleco deverá constar o número do participante,
qualquer referência aos patrocinadores e à organização.
Artigo 18º - Premiações:
Serão estabelecidas pelos organizadores da prova.
CAPÍTULO III - JÚRI E RECURSOS
Artigo 19º - Júri:
O júri será escolhido previamente e dele farão
parte pessoas idôneas e conhecedoras do esporte e seu regulamento.
Este júri supervisionará toda a prova. Será
constituído de:
- Um presidente que será outoridade máxima da prova;
- Um comissário geral responsável pelos comissários
da prova;
- Um veterinário chefe responsável pela equipe
veterinária;
Artigo 20º - Autoridade do Júri:
Todo concorrente ao se inscrever para a prova, declara compulsoriamente
conhecer o regulamento e a ele submeter-se reconhecendo integralmente
a autoridade única do júri, a ele dirigindo-se com
dignidade e respeito, e declara aceitar a impossibilidade de recorrer
a outro júri, esportivo, civil ou criminal, por mais privilegiado
que seja.
A empresa organizadora da prova é obrigada a formar uma
comissão especial de 3 pessoas que auxiliarão o
júri.
A escolha da comissão fica a critério da organização
e poderá variar a cada prova.
Artigo 21º - Recursos:
Das decisões do júri, cabe recurso por escrito
e acompanhado do pagamento de duas vezes o valor da inscrição
em nome da C.B.H., até meia hora após a divulgação
das listagens dos resultados, dirigido ao próprio júri.
Desta decisão cabe recurso ao júri de apelação
composto por 3 pessoas de notórios conhecimentos hípicos.
CAPÍTULO IV - PENALIDADES
Artigo 22º - Itens desclassificatórios:
A critério do júri, um concorrente pode ser desclassificado
se:
01. Alterar qualquer marca de sinalização ;
02. Por crueldade;
03. Falta de domínio. Apresentar visivelmente dificuldade
em dominar seu cavalo, colocando em risco a segurança de
todos;
04. Não apresentar-se para a largada após 05 minutos
do horário de largada;
05. Obstruir propositalmente a passagem de outro concorrente;
06. Partir do sinal de largada e não atender à
solicitação da organização para a
repetição da largada;
07. Desacatar de viva voz as decisões dos membros do júri;
08. Impedir o exame veterinário;
09. Não comparecer aos exames veterinário dentro
do tempo;
10. Não usar o jaleco numerado ou alterar o seu lay out;
11. Informações erradas na ficha de inscrição;
12. Usar apoio móvel (ex: moto) no decorrer do percurso;
13. Substituição de cavalos;
14. Atalho na trilha oficial;
15. Constatação de uso de dopping nos cavalos;
16. Uso de duchas ou mangueiras;
17. Ultrapassar o tempo máximo estipulado para prova;
18. Perder a cédula do competidor;
19. Falta de capacete;
20. O cavaleiro que tiver seu cavalo reprovado no exame veterinário;
21. O cavaleiro que estiver com menos de 75 kg (incluindo seus equipamentos).
Artigo 23º - Penalizações Especiais:
Os cavaleiros serão penalizados em tempo se:
01. Tumultuar o trabalho dos PC's;
02. O cavaleiro poderá ser penalizado de acordo com a
decisão do júri por comportamento indevido seu ou
de sua equipe;
03. O cavaleiro que entrar no vet-check e apresentar seu cavalo
com batimento superior a 64 bpm será penalizado e só
poderá apresentar o animal após 15 minutos dentro
do prazo de 30 minutos da chegada ao controle. No caso de exceder
os 30 minutos o cavaleiro será desclassificado;
04. Se o cavaleiro for acompanhado durante a trilha por alguém
de sua equipe;
05. Se usar qualquer sistema de comunicação (eletrônica)
entre o competidor e seu time ou equipe;
06. Se usar chicote ou esporas com crueldade.
Obs.: Não haverá penalidade se o participante puxar
seu cavalo a pé.
Artigo 24º - PC's de Roteiro:
Durante o percurso serão colocados os PC's de roteiro
que controlarão os erros de percurso.
Artigo 25º - PC's de Tempo:
Serão colocados na largada, nos vet-cheks e na chegada,
postos de controle de tempo que controlarão o horário
de chegada e saída dos competidores.
Na chegada final o tempo do cavaleiro cessará quando ele
atravessar a faixa de chegada e não quando o batimento
cardíaco de seu cavalo baixar, entretanto ele será
eliminado caso não seja aprovado no controle veterinário
da chegada.
CAPÍTULO V - CONTROLE VETERINÁRIO, PROCEDIMENTOS E BEST CONDITION
Artigo 26º - Equipe Veterinária:
Haverá uma equipe veterinária chefiada por um veterinário
chefe que avaliará os cavalos durante a prova. Nos pré-vets
se realizarão, segundo o anexo III do regulamento de enduro
da FEI.
O veterinário chefe determinará um veterinário
fiscal e orientador de pré-vet que administrará
e anotará todo e qualquer utilização de artificios
que, a seu critério, deva ser informado ao veterinário
chefe.
Artigo 27º - Controle Veterinário na Largada:
Os animais deverão ser apresentados antes da prova, no
tempo que for estabelecido pela organização a um
controle veterinário rígido. Eventuais problemas,
lesões ou pisaduras deverão ser mostradas aos veterinários
nesse exame.
Artigo 28º - Controle Veterinário Durante o Percurso:
Nos vet- checks, estipulados pela organização,
o cavalo deverá ser apresentado ao corpo veterinário
quando o seu batimento cardíaco estiver abaixo de 64 bpm,
desde que não ultrapasse o limite máximo de 30 minutos
após a sua chegada, sendo esta, responsabilidade integral
do concorrente.
O seu tempo de prova será suspenso quando o concorrente
solicitar a inspeção veterinária.
O tempo de descanso após o pedido de exame do cavaleiro
será determinado pela organização de acordo
com as características da trilha.Caso o cavalo não
seja aprovado no vet-check, seu tempo voltará a correr
à partir do pedido de exame.
Obs.: Os cavalos so poderão entrar nos vet-checks acompanhados
de uma única pessoa, identificada pelo jaleco. Os cavalos
não poderão estar encilhados, nem com qualquer outro
equipamento ( Ex: manta, esponja, toalhas, etc...), ou seja, os
animais devem ser apresentados apenas cabresteados.
Artigo 29º - Controle Veterinário Intermediário:
Poderão ocorrer durante o percurso, exames veterinários
para qualquer cavalo que o veterinário julgar necessário,
podendo a qualquer momento desclassificar um cavalo.
Artigo 30º - Controle Veterinário na Chegada:
O conjunto deverá apresentar-se até 30 minutos
após sua chegada à equipe veterinária para
a avaliação das condições do seu animal.
Somente os cavalos aprovados neste exame poderão ser premiados.
Artigo 31º - Procedimentos:
Nos vet-checks deverá haver a concordância de, pelo
menos, dois veterinários para a desclassificação,
ficando a cargo do veterinário chefe a decisão nos
casos de dúvida.
Artigo 32º - Best Condition:
É o prêmio para o cavalo melhor condicionado de
toda a prova. Para avaliar isto, existe uma fórmula onde
se leva em consideração o tempo de corrida, o peso
total carregado durante o percurso e o condicionamento do animal
que é determinado pelo vet-score.
Somente os 10 primeiros cavalos colocados concorrerão
ao Best Condition.
O veterinário não é obrigado a dar este
prêmio se ele achar que não existe nenhum cavalo
em bom estado que o faça merecer. Peso/tempo/vet-score
é uma fórmula de três que equilibra estes
três fatores, mais a maior ênfase é dada para
a parte veterinária.
Existe um total de 800 pontos disponíveis. Para alcançá-los,
é necessário que o cavalo que chegar em primeiro
lugar esteja carregando o cavaleiro mais pesado e tenha recebido
um perfeito vet-score 100 pontos para categoria peso, ou seja,
um cavalo carregando o maior peso, automaticamente ganha 100 pontos,
todos os outros devem reduzir ½ ponto para cada 1kg a menos
do cavaleiro mais pesado. Por exemplo, se o cavaleiro mas pesado
tiver 120 kgs, o seu cavalo ganha 100 pontos, se o próximo
competidor pesar 90 kgs, seu cavalo ganhará 85 pontos (porque
120 - 90 = 30; 30 : 2 = 15; 100 - 15 = 85).
Existem 200 pontos para a categoria tempo. O cavalo que fizer
o menor tempo ganhará 200 pontos, todos os outros deverão
reduzir um ponto para cada minuto atrás do primeiro colocado.
Por exemplo, se o campeão da prova fez o percurso em quatro
horas, ele ganhará 200 pontos. Se o segundo colocado terminar
o percurso em quatro horas e trinta minutos ele ganhará
170 pontos (porque 200 - 30 = 70).
Os restantes 500 pontos vão para o vet-score. A fórmula
para o vet-score é dividida em dois tipos de avaliação:
Standing Avaliation e Moving Avaliation (cavalo parado e cavalo
em movimento).
O cavalo parado é subdividido em:
1) Recuperação 1 a 10 pontos
2) Hidratação 1 a 10 pontos
3) Lesões com dor / desconforto 1 a 10 pontos
O cavalo em movimento é subdividido em:
4) Caimbras 1 a 10 pontos
5) Qualidade do movimento 1 a 10 pontos
Cada um destes scores será multiplicado por dez, existindo
então um máximo de 100 pontos em cada subdivisão.
Os totais das duas divisões serão somados ao peso
e à velocidade para podermos chegar ao grande total final.
Artigo 33º - Critérios de desclassificação
veterinária:
Os fatores determinantes de desclassificação, serão:
01. Frequência cardíaca acima de 64 bpm e não
descendo a este nível até 30 minutos após
cessar o esforço;
02. Manqueira visível;
03. Desordem no ritmo cardíaco e ou ruído cardíaco;
04. Alterações respiratórias;
05. Constatação de dopping;
06. Cortes profundos;
07. Cólica;
08. Contratura muscular localizada (caimbras);
09. Fadiga excessiva;
10. Hipertemia excessiva;
11. Miopatias;
12. Desidratação.
Artigo 34º - Anemia Infecciosa Equina:
Será obrigatória a apresentação do
atestado de AIE (Anemia Infecciosa Equina), no controle veterinário
da largada.
CAPÍTULO VI - DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 35º - Casos Especiais:
Em caso de acidente ou doença que impeça o cavaleiro
ou cavalo de participarem da prova, a organização
deverá ser informada uma hora antes do seu início.
É obrigatória a apresentação de um
atestado do veterinário ou do médico para que seja
dada a permissão de se substituir o cavaleiro ou cavalo.
Artigo 36º - Apoio:
Somente os cavaleiros identificados pelo jaleco poderão
ajudar-se mutuamente no decorrer da prova. Organizadores da prova
também poderão ajudar.
Nos pré-vets e em pontos préviamente determinados
pela organização, os cavaleiros e cavalos poderão
contar com o apoio de suas equipes. Caso um cavaleiro encontre
problemas em terminar a prova a ponto de desistir, sua equipe
de apoio poderá ser requisitada para a retirada do animal.
Artigo 37º - Eliminação:
Se o cavalo for eliminado, ele deverá deixar a trilha
da prova. Caso isto não seja possível, ele deverá
manter-se à direita e seguir bem devegar.
Artigo 38º - Cavalo:
Os cavalos coiceiros deverão ter uma fita vermelha no
rabo e os garanhões uma fita amarela.
Artigo 39º - Pesagem:
Os cavaleiros deverão apresentar-se para a pesagem devidamente
trajados juntamente com seus arreios. Caso seu peso seja inferior
a 75 kg, o cavaleiro deverá usar pesos até atingir
o peso mínimo (75 kg), devendo realizar a prova com estes
pesos.
Poderão ser realizadas pesagens na largada, vet-checks
e chegada. O cavaleiro que em qualquer uma das pesagens não
estiver, no mínimo com 75 kg (incluindo equipamentos),
será automaticamente desclassificado.
Artigo 40º - Dopping:
Seguindo as normas de avaliação da C.B.H / F.E.I.
para Enduro Equestre, fica estabelecido que:
- Fica proibido todo e qualquer medicação ou uso
de drogas ou outras substâncias por via parenteral (IM,
EV e SC) tópica e oral para todos os cavalos que participarem
das provas de velocidade livre (Curta ou Longa Distância),
após a inspeção veterinária no dia
que antecede a prova.
- É liberado, a administração de eletrólitos
por via oral, sem o uso de sonda naso - gástrica. Caso
ocorra a medicação, o animal será sumariamente
desclassificado, não cabendo qualquer tipo de recurso.
Haverá exame anti-dopping para os primeiros colocados.
No caso de resultado positivo os responsáveis estarão
sujeitos às penalizações previstas no regulamento
da C.B.H..
Artigo 41º - Vestimentas e arreios:
Não haverá arreamento e vestimenta padrão,
cada cavalo e cavaleiro poderão fazê-lo segundo suas
características próprias.
Artigo 42º - O uso de capacete é obrigatório
para todas as categorias.
CAPÍTULO VII - CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO
Artigo 43º - Pontuação:
Será adotado a seguinte equação para determinar
a pontuação por etapa:
Pontos por etapa = (distância da prova / 5) + (pontos
da posição)
Pontos da posição:
1º lugar- 26 pontos 6º lugar- 15 pontos 11º lugar-
10 pontos 16º lugar- 05 pontos
2º lugar- 23 pontos 7º lugar- 14 pontos 12º lugar-
09 pontos 17º lugar- 04 pontos
3º lugar- 21 pontos 8º lugar- 13 pontos 13º lugar-
08 pontos 18º lugar- 03 pontos
4º lugar- 19 pontos 9º lugar- 12 pontos 14º lugar-
07 pontos 19º lugar- 02 pontos
5º lugar- 17 pontos 10º lugar- 11 pontos 15º
lugar- 06 pontos 20º lugar- 01 pontos
Por exemplo: O conjunto (cavalo/cavaleiro) classificou-se em
3º lugar em prova de 50 km. Sua pontuação nesta
etapa será de: (50/5) + 21 = 31 pontos.
Obs.: Para classificação geral do Campeonato
serão considerados os resultados obtidos pelo mesmo conjunto
(cavalo/cavaleiro). Em caso de troca de cavalo ou cavaleiro, será
considerado como novo conjunto.
Presidente
Comissário Geral
Veterinário Chefe
Parte Técnica
JÚRI DE APELAÇÃO
COMISSÃO
Luiz Henrique Didier
Anna Carolina Didier
Paulo Eduardo Lang Fasano
Décio Fantozzi
Alexandre Leco Razuck
Nelson Salles de Oliveira
Roberto Della Manna
Alexandre Quintas de Campos
Carlos Roberto de Mello
Paulo Marcelo Toscani
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