CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HIPISMO
PROVA DE ENDURO EQUESTRE - MODALIDADE VELOCIDADE LIVRE
REGULAMENTO GERAL
1998
CAPITULO I - CARACTERÍSTICAS, DISTÂNCIAS, PERCURSO E TEMPO IDEAL.
Art. 01 - DEFINIÇÃO: São provas de resistência, desenvolvidas em distâncias variáveis e velocidade livre, realizadas em estradas, caminhos, picadas e quaisquer terrenos, com passagens naturais em matas, rios, montanhas, etc.
Este Enduro é uma competição que visa testar a velocidade e a resistência do animal.
Art. 02 - DISTÂNCIAS: As provas de velocidade livre são desenvolvidas em distâncias variáveis de 50 a 160 Km. Durante o percurso, serão determinados pela organização paradas obrigatórias para exames veterinário (Vet-Checks) no máximo à cada 20 Km em provas cuja distância seja inferior a 80 Km. Nas provas de distância superior o primeiro vet-check poderá ter até 40 Km de distância, devendo as distâncias dos demais serem em progressão descendente.
Art. 03 - PERCURSO: Os percursos poderão variar de 50 a 160 Km e deverão ser sinalizados de modo à não deixar dúvidas quanto ao seu trajeto. Estas marcas podem ser feitas através de bandeiras, indicações, tinta, etc.
Em princípio o percurso não deve ter mais do que 10% de estrada de asfalto. A chegada final deve ser longa e larga para que diversos cavalos possam chegar correndo lado a lado sem um interferir com o outro.
Art. 04 - MARCAS DO PERCURSO: Deverão ser usadas bandeiras brancas ou vermelhas, ou indicações, para marcar a largada, a chegada, algum obstáculo natural que mereça um maior cuidado e as diversas paradas para exame veterinário.
O competidor deve completar o percurso determinado pelas sinalizações e algum erro de percurso que ele venha a cometer deve ser corrigido à partir do ponto onde iniciou-se o erro, sem compensação pelo tempo perdido, sendo sua responsabilidade permanecer na trilha correta.
Art. 05 - OBSTÁCULOS NATURAIS DE PERCURSO: Poderão ocorrer durante o percurso obstáculos naturais como: Tronco, atoleiros, passagens em rios, barrancos etc. Obstáculos armados não podem ocorrer em provas de Velocidade Livre.
Os obstáculos naturais devem ser deixados sempre que possível no seu estado natural, a não ser que ele ofereça um grande perigo.
Art. 06 - ALTERNATIVA DE PERCURSO: Caso um competidor não consiga ultrapassar um obstáculo natural, ele não será eliminado. O competidor deverá achar uma alternativa de percurso que não exceda (quando possível) mais de 500 metros.
Art. 07 - ACESSO DO PERCURSO: O percurso deve estar devidamente sinalizado e pronto para que o competidor possa conhecê-lo 24 horas antes da prova.
Caso um competidor altere uma sinalização ele será desclassificado.
Art. 08 - MODIFICAÇÕES NO PERCURSO: Depois que o percurso for estabelecido, nenhuma alteração poderá ser feita, exceto se ocorrer alguma circunstância excepcional (como chuva pesada, queda de barranco, dia muito quente, etc.). Caso isto venha a ocorrer, o competidor e seu chefe de equipe deverão ser informados oficialmente antes do início da prova.
Art. 09 - MÉTODO DE LARGADA: A largada deverá ser marcada pôr bandeiras vermelhas e brancas.
Os cavalos não devem ultrapassar a linha de largada antes do sinal de largada.
Caso um competidor parta antes do sinal de largada, ele deverá retornar à linha de largada sob pena de eliminação. A largada poderá ser em conjunto, em grupos ou individual.
Art. 10 - TEMPO IDEAL E TEMPO MÁXIMO: Em todas as provas de Enduro a organização deverá fixar um tempo limite de prova, que deverá ser equivalente ao tempo necessário para se completar a prova a 8 Km/h. O tempo limite não deve exceder o dobro do tempo ideal. O tempo ideal também é fixado pela organização, que deverá levar em conta a topografia e o grau de dificuldade da trilha.
O tempo ideal serve somente para fixar o tempo máximo de prova e número como fator significante para a classificação dos competidores.
Art. 11 - CÉDULA DO COMPETIDOR: A organização deverá emitir uma cédula para cada competidor segundo o modelo da FEI.
Deverão ser também incluídas as seguintes informações:
1- Categoria do competidor
2- Distância
3- Tempo ideal e máximo
4- Peso do cavaleiro
CAPITULO II - INSCRIÇÕES, PARTICIPAÇÕES, QUALIFICAÇÕES, CATEGORIAS, CLASSIFICAÇÃO, RANKING, PRELEÇÃO, ORDEM DE LARGADA E PREMIAÇÕES.
Art. 12 - INSCRIÇÕES: As condições para inscrição serão fixadas pêlos organizadores.
Art. 13 - RESPONSABILIDADES: A simples inscrição para a prova já é uma declaração do concorrente e seus responsáveis legais de que assumem todos os riscos da mesma consigo, com outrem, com seus animais e equipamentos, isentando os organizadores e patrocinadores de quaisquer acidentes, antes, durante ou depois da prova, de qualquer tipo ou natureza.
Art. 14 - CATEGORIAS:
# Velocidade Livre Curta Distância: com percurso de 50 até 80 Km, com no mínimo 3 paradas em vet-check, tendo como parâmetros de qualificação: tempo máximo para apresentação veterinária igual a 15 minutos de sua chegada e batimentos cardíacos abaixo de 56 bpm.
# Velocidade Livre Média Distância: com percurso acima de 80 até 120 Km, com no mínimo 4 paradas em vet-check, tendo como parâmetros de qualificação: tempo máximo para apresentação veterinária igual a 20 minutos de sua chegada e batimentos cardíacos abaixo de 60 bpm.
# Velocidade Livre Longa Distância: com percurso acima de 120 até 160 Km, com no mínimo 5 paradas em vet-check, tendo como parâmetros de qualificação: tempo máximo para apresentação veterinária igual a 30 minutos de sua chegada e batimentos cardíacos abaixo de 64 bpm.
Será adotado nas três categorias peso mínimo‚ do cavaleiro mais o seu arreamento, de 75 Kg, exceto cabeçada. Caso este peso não seja atingido o arreamento deve ser provido de lastro.
O controle do peso deverá ser feito no início, durante e no final do percurso.
Art. 15 - QUALIFICAÇÃO: Para participar de uma prova de Velocidade Livre Curta Distância os cavaleiros e cavalos deverão ter se qualificado em 2 provas de Graduados (uma na "D" e uma na "C") na modalidade Regularidade; ou em 4 provas de novatos individual e/ou graduados individual ou master, prova em dupla qualifica apenas o cavalo, na modalidade trail, sendo ao menos uma, superior a 50 km de distância; ou ter completado 2 provas de CCE na categoria principal e 18 anos completos. Casos especiais poderão ser avaliados pela CBH. Para participar em uma prova de Velocidade Livre Média Distância, o conjunto deverá ter completado e ser qualificado em duas provas de Velocidade Livre Curta Distância. Para participar em uma prova de Velocidade Livre Longa Distância, o conjunto deverá ter completado e ser qualificado em duas provas de Velocidade Livre Média Distância.
Obs: Para esta qualificação valerão as provas oficializadas pela CBH entre 1991 e 1996 para cavaleiros e entre 1993 e 1996 para cavalos. Os cavalos e cavaleiros credenciados em 1995 e 1996 para Velocidade Livre Longa Distância, não estão sujeitos a estes critérios de qualificação, mesmo que ainda não tenham participado das provas de Velocidade Livre Longa Distância.
# 1 - Júniors, com 13 anos completos (para Velocidade Livre Curta Distância) e com 14 anos completos (para Velocidade Livre Média e Longa Distância), devidamente autorizados por escrito por seus pais ou responsáveis legais e também pela sua Federação de origem, poderão participar, das provas de Velocidade Livre, acima especificadas, desde que cumpram o exigido no artigo 14.
# 2 - Um animal deve ter, no mínimo 60 meses (5 anos) completos para provas de até 80 Km e 72 meses (6 anos) completos para participar de provas acima de 80 Km.
Art. 16 - CLASSIFICAÇÃO:
1. INDIVIDUAL - Vencerá o cavaleiro que fizer o percurso no menor tempo, com o mínimo de penalizações e tiver o seu cavalo aprovado em todos os controles veterinários. Em caso de empate, será levado em consideração o número de penalizações do cavaleiro e se ainda persistir o empate, vencerá aquele que tiver o maior número de melhores posições entre as diversas fases da competição.
2. A EQUIPE - A critério dos organizadores, poderá haver competições por equipe, caso esta modalidade venha a ocorrer deverá seguir as determinações do regulamento da FEI.
Art. 17 - PRELEÇÃO E ORDEM DE LARGADA: A organização deverá escolher um local e data (antes da prova) para informar os participantes sobre todos os detalhes da prova e também determinar a ordem de largada e entrega de jalecos.
A ordem de largada poderá variar de acordo com a organização e será processada também de acordo com os mesmos.
No jaleco deverá constar o número do participante, qualquer referência a patrocinadores e a organização.
Art. 18 - PREMIAÇÕES: Serão estabelecidas pêlos organizadores da prova.
CAPITULO III - OFICIAIS, RECURSOS E JÚRI DE CAMPO.
Art. 19 - OFICIAIS: Os Oficiais serão escolhidos previamente, devendo ser pessoas idôneas e conhecedoras do esporte e seu regulamento.
Art. 20 - Todo concorrente, ao se inscrever para a prova, declara compulsóriamente conhecer o regulamento e a ele submeter-se, reconhecendo integralmente a autoridade dos Oficiais, Veterinários e do Júri de Campo, a eles dirigir-se com dignidade e respeito, e declara aceitar a impossibilidade de recorrer a qualquer outro Júri esportivo, civil ou criminal, por mais privilegiado que seja.
Art. 21 - JÚRI DE CAMPO: O Júri de Campo será composto por 3 pessoas idôneas e conhecedoras do esporte e seus regulamentos. A ele compete supervisionar a prova, fazer cumprir o regulamento e julgar os recursos. O júri de campo tem a autonomia para resolver os casos omissos neste regulamento.
Art. 22 - RECURSOS: Das decisões dos oficiais e Veterinários cabe recurso ao Júri de Campo, por escrito e acompanhado de duas (2) vezes o valor da inscrição em nome da Confederação Brasileira de Hipismo, até meia hora após a divulgação dos resultados. Desta decisão cabe recurso ao Tribunal de Apelação da C.B.H..
CAPITULO IV - PENALIDADES.
Art. 23 - ITENS DESCLASSIFICATÓRIOS: A critério do Júri um concorrente pode ser desclassificado se:
- Partir antes do sinal da largada e não atender à solicitação da organização para repetição da largada;
- Por crueldade;
- Falta de domínio, apresentar visivelmente, dificuldade em dominar o animal, colocando em risco a segurança;
- Alterar qualquer marca de sinalização;
- Não apresentar-se para a partida após 15 (quinze) minutos de largada;
- Obstruir propositadamente a passagem de outro concorrente;
- Desacatar a viva voz as decisões dos membros do Júri e dos veterinários;
- Não comparecer aos exames veterinários dentro do tempo;
- Impedir o exame veterinário;
- Não usar o jaleco numerado;
- Informações erradas na ficha de inscrição;
- Usar apoio móvel (ex. moto) em pontos da trilha que não tenham sido pré determinados pela organização; Ou se o cavaleiro for acompanhado durante a trilha por alguém da sua equipe;
- Substituição de cavalos;
- Erro de percurso (atalho) não retificado;
- Constatação de uso de dopping nos cavalos;
- Uso de duchas, mangueiras ou qualquer artifício de pressão para banhar o animal;
- Ultrapassar o tempo máximo estipulado para a prova;
- Perder a cédula do competidor;
- Se usar qualquer sistema de comunicação eletro-eletrônica e ou telefônica entre o competidor e seu time ou equipe.
- Não usar o capacete próprio de enduro.
Art. 24 - PENALIZAÇÕES ESPECIAIS: Os cavaleiros serão penalizados em tempo, de acordo com a decisão do Júri, se:
- Tumultuar os trabalhos dos Vet-Checks (5 minutos);
- Por comportamento indevido do cavaleiro ou de sua equipe (5 minutos);
- O cavaleiro que entrar no Vet-Check e apresentar seu cavalo com batimento superior ao limite de batimentos de sua categoria será penalizado e só poderá apresentar o animal após:
15 minutos da chegada ao controle, na V.L.Curta Distância;
20 minutos da chegada ao controle na V.L.Média Distância;
30 minutos da chegada ao controle na V.L.Longa Distância.
Usar chicote e esporas com crueldade (15 minutos);
Obs: É permitido ao participante puxar seu cavalo a pé, para poupa-lo, entretanto o cavaleiro deverá estar montado ao cruzar a linha de largada e de chegada final.
Art. 25 - FISCAIS DE ROTEIRO: Durante o percurso serão colocados fiscais de roteiro que anotarão os erros de percurso.
Art. 26 - PC'S DE TEMPO: Serão colocados na largada, nos Vet-Checks e na chegada, postos de controle de tempo que controlarão o horário de chegada e saída dos competidores.
Na chegada final o tempo do cavaleiro cessará quando ele atravessar a faixa de chegada e não quando o pulso de seu cavalo baixar, entretanto ele será eliminado caso não seja aprovado no controle veterinário da chegada.
CAPITULO V - CONTROLE VETERINÁRIO, PROCEDIMENTOS E BEST CONDITION.
Art. 27 - EQUIPE VETERINÁRIA: Haverá uma equipe veterinária chefiada por um veterinário chefe que avaliará os cavalos durante a prova. Os Vet-Checks se realizarão segundo o anexo III do Regulamento de Enduro da FEI.
Art. 28 - CONTROLE VETERINÁRIO NA LARGADA: Os animais deverão ser apresentados antes da prova, no horário, local e tempo que for estabelecido pela organização a um controle veterinário rígido, sem levar em conta a freqüência cardíaca inicial. Eventuais problemas, lesões ou pisaduras deverão ser mostradas aos veterinários nesse exame. Os animais que apresentarem qualquer grau de claudicação (manqueira) serão impedidos de participar da prova.
Art. 29 - CONTROLE VETERINÁRIO DURANTE O PERCURSO: Nos Vet-Checks, estipulados pela organização, o cavalo deverá ser apresentado ao corpo veterinário quando o seu batimento cardíaco estiver abaixo do limite de batimentos de sua categoria, desde que não ultrapasse o limite de tempo máximo de apresentação de sua categoria após a sua chegada, sendo esta, responsabilidade integral do concorrente.
O seu tempo de prova será suspenso quando o concorrente solicitar a inspeção veterinária.
O tempo de descanso após o pedido de exame do cavaleiro será determinado pela organização de acordo com as características da trilha. Caso o cavalo não seja aprovado no Vet-Check seu tempo voltará a correr a partir do pedido de exame.
Obs: Os cavalos só poderão entrar nos Vet-Checks acompanhados de uma única pessoa, identificada pelo jaleco. Em todos os controles veterinários, os animais serão apresentados desencilhados, salvo nos controles volantes ou em casos excepcionais.
Art. 30 - CONTROLE VETERINÁRIO INTERMEDIÁRIO: Poderá ocorrer durante o percurso exames veterinários para qualquer cavalo que a equipe veterinária julgar necessário, podendo a qualquer momento desclassificar um cavalo.
Art. 31 - CONTROLE VETERINÁRIO NA CHEGADA: O conjunto após a chegada, deverá apresentar-se à equipe veterinária, dentro do limite de tempo e da freqüência cardíaca, determinados para sua categoria, idêntico aos vet-checks, para a avaliação das condições do seu animal.
Somente os cavalos aprovados nesse exame poderão ser premiados.
Art. 32 - PROCEDIMENTOS: Nos Vet-Checks deverá haver a concordância de pelo menos dois veterinários para a desclassificação, ficando a cargo do veterinário chefe a decisão nos casos de dúvida.
Art. 33 - BEST CONDITION: É o prêmio para o cavalo melhor condicionado de toda a prova. Para avaliar isso, existe uma fórmula onde se leva em consideração o tempo de corrida, o peso total carregado durante o percurso e o condicionamento do animal que é determinado pelo Vet-Score.
Somente os 10 primeiros cavalos colocados concorrem ao Best Condition.
O veterinário não é obrigado a dar esse prêmio se ele achar que não existe nenhum cavalo em bom estado que o faça merecer. Peso/Tempo/Vet Score é uma fórmula de três que equilibra estes três fatores, mas o maior ênfase é dado para a parte veterinária.
Existe um total de 800 pontos disponíveis; E para alcançá-los é necessário que o cavalo que chegar em 1o. lugar esteja carregando o cavaleiro mais pesado e tenha recebido um perfeito Vet-Score 100 (cem) pontos para a categoria peso, ou seja, um cavalo carregando o maior peso automaticamente ganha 100 pontos, todos os outros devem reduzir 1/2 ponto para cada 1 Kg a menos do cavaleiro mais pesado. Por exemplo, se o cavaleiro mais pesado tiver 120 Kg, o seu cavalo ganha 100 pontos, se o próximo competidor pesar 90 Kg, seu cavalo ganhará 85 pontos (porque ele conseguiu 120 - 90 = 30; 30 : 2 = 15; 100 - 15 = 85 ).
Existem 200 pontos para a categoria tempo. O cavalo que fizer o menor tempo ganhará 200 pontos, todos os outros deverão deduzir 1 ponto para cada minuto atrás do primeiro colocado.
Por exemplo, se o campeão da prova fez o percurso em 4 horas, ele ganhará 200 pontos. Se o 2o. colocado terminar o percurso em 4 horas e 30 minutos ele ganhará 170 pontos (200 - 30 = 170). Os restantes 500 pontos são para o Vet-Score. A fórmula para o Vet-Score é dividida em dois tipos de avaliação:
Standing avaliation e moving avaliation.
O cavalo parado e o cavalo em movimento.
O cavalo parado é subdividido em:
1. Recuperação 1 a 10 pontos
2. Hidratação 1 a 10 pontos
3. Lesões com dor/desconforto 1 a 10 pontos
O cavalo em movimento é subdividido em:
4. Cãimbras 1 a 10 pontos
5. Qualidade do movimento 1 a 10 pontos
Cada um destes Scores será multiplicado por 10, existindo então um máximo de 100 pontos em cada subdivisão.
Os totais das duas divisões serão somados ao peso e à velocidade para podermos chegar ao grande total final.
Art. 34 - CRITÉRIOS DE DESCLASSIFICAÇÃO VETERINÁRIA: Os fatores determinantes da desclassificação serão:
- Freqüência cardíaca acima do limite de batimentos permitidos pela sua categoria e não descendo a este nível até o limite de tempo de apresentação de sua categoria após cessar o esforço;
- Manqueira de qualquer grau ou nível;
- Desordem do ritmo cardíaco ou ruído cardíaco;
- Alterações respiratórias, incluindo inversão progressiva;
- Cortes profundos;
- Cólica;
- Contratura muscular localizada (cãibras);
- Fadiga excessiva;
- Hipertermia excessiva;
- Miopatias;
- Desidratação;
- Flutter diafragmático;
- Temperatura corpórea (retal) acima de 39,5ºC;
- Apresentar o animal com monitor de freqüência cardíaca ligado;
Art. 35 - ANEMIA INFECCIOSA EQÜINA: Será obrigatória a apresentação do atestado de "AIE" (Anemia Infecciosa Eqüina) atualizado e devidamente resenhado na chegada do recinto do Enduro e no controle veterinário antes da largada. Vetando-se a participação de cavalos com exame vencido, resenha incompleta ou quando esta não caracterizar perfeitamente o animal inscrito.
CAPITULO VI - DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 36- No momento da inscrição para provas, o cavaleiro deverá fornecer o número do Passaporte de seu cavalo. Este documento deverá acompanhar o cavalo quando da inspeção veterinária anterior as provas. O cavaleiro que inscrever cavalo sem passaporte ou que o mesmo tenha sido extraviado pagará taxa correspondente a emissão do mesmo ou sua 2ª via quando for o caso. Entende-se por Passaporte o Passaporte Oficial da C.B.H./M.A.R.A..
Obs.: Compete aos Organizadores de Eventos, sob supervisão das Federações Estaduais, o controle dos Passaportes e lançamento dos resultados das provas realizadas por suas organizações. Entende-se por Controle dos Passaportes a fiscalização dos seguintes itens:
1- Resenha.
2- Selo (Validade).
3- Vacinas (Validade) e exames.
4- Ausência de rasuras.
5- Qualificação da Categoria inscrita.
6- Correção do preenchimento.
Art. 37 - Em caso de acidente ou doença que impeça o cavaleiro ou o cavalo de participarem da prova, é necessário que seja informado à organização uma hora antes da prova. É obrigatório a apresentação de um atestado do veterinário ou do médico para que seja dada a permissão de se substituir o cavaleiro ou o cavalo.
Art. 38 - APOIO: Somente os cavaleiros identificados pelo jaleco poderão ajudar-se mutuamente no decorrer da prova. Organizadores da prova também poderão ajudar.
Nos Vet-Gates e em pontos previamente determinados pela organização, os cavaleiros e cavalos poderão contar com o apoio das suas equipes, caso um cavaleiro encontre problemas em terminar a prova à ponto de desistir, sua equipe de apoio poderá ser requisitada para a retirada do animal.
Art. 39 - ELIMINAÇÃO: Se um cavalo foi eliminado ele deverá deixar a trilha da prova. Caso isso não seja possível, ele deverá manter-se à direita e seguir bem devagar.
Art. 40 - DO CAVALO: Os cavalos coiceiros deverão ter uma fita vermelha no rabo e os garanhões uma fita amarela.
Art. 41 - PESAGEM: Os cavaleiros deverão apresentar-se para a pesagem devidamente trajados juntamente com seus arreios. Caso seu peso seja inferior à 75 Kg, o cavaleiro deverá usar pesos até atingir o peso mínimo (75 Kg).
Art. 42 - É proibido o uso de qualquer medicamento durante a prova, exceto eletrólitos por via oral que poderão ser usados com o conhecimento dos veterinários. Fica também liberado o uso de gelo tópico.
Art. 43 - VESTIMENTAS E ARREIOS: Não haverá arreamento e vestimenta padrão, cada cavalo e cavaleiro poderão fazê-lo segundo suas características próprias. Porém quando o cavaleiro portar chicote e/ou esporas, deverá se apresentar a uma fiscalização inicial junto a pesagem.
Art. 44 - O uso do capacete de enduro é obrigatório.
Art. 45 -Em vista de condições climáticas freqüentemente adversas, os organizadores devem, sempre que possível colocar pit-stops com água a cada 10 Km de percurso, pelo menos nas provas de Média e Longa Distâncias
Art. 46 - Os cavalos devem respeitar um intervalo mínimo 18 dias em provas de Velocidade Livre Média e Longa Distância e de 12 dias em provas de Curta Distância.
Art. 47 - No último quilômetro o cavaleiro deverá manter seu cavalo em movimento para frente em direção a chegada, não podendo parar ou retornar.